sábado, 27 de novembro de 2010

6 meses!!!!!!!!!!

Hoje o Pi completou 6 meses...
6 meses de saúde, tranquilidade, descobertas, transformações, intensidade, e de AMAMENTAÇÃO EXCLUSIVA!!
Com muito orgulho e alegria, completamos essa etapa!

De:
3,640kg no nascimento para 6,125kg com 5meses e meio;
52,5cm para 66cm;
1 febrinha só nesse tempo;
umas poucas cólicas;
1 gripezinha;
1 assadurinha chata.
E muitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa curiosidade!!!

Hoje ele experimentou pela primeira vez(ao menos a primeira não acidental, porque ele estava louco para comer e as vezes arrancava bananas e frutinhas das nossas mãos...hehehe) suco de melancia, se lambuzou todo e tomou um monte, adorou!

E depois mamou que nem um louco no colo da mamãe(o que me deixou tremendamente feliz, porque eu não quero parar de amamentar até pelo menos os dois anos!).

Quero agradecer com todo carinho a todos os que estiveram presentes nessa jornada da maternidde ativa!

Primeiro, a todas as mulheres nessa jornada linda antimachismo e antimisoginia, rompendo todos os tabus que aprisionam nossos corpos, nossos partos, nossos peitos leiteiros, que nos dizem incapazes e nos mutilam dos deliciosos prazeres (sexuais, inclusive) da maternidade. A todas as mulheres do Parto Humanizado e Maternidade Ativa, meu imenso agradecimento, por toda a informação, apoio psicológico(virtual e presencial), depoimentos, alegrias... Em especial, claro, a Ana Cris, a Lara, a Ana Paula, a Larissa, a Priscila e a Maria Clara, que estiveram nos rodeando com todo o aparato da melhor assistência, que toda a mulher deveria ter nessa hora - e um dia nós conseguiremos esse direito!

A minha mãe e minha avó, mulheres de ferro, que eu quis honrar nesse processo, e o fiz com muito orgulho...Mulheres de quem tive referência, e que me deram forças (minha avó, pela história na minha memória, minha mãe, por tudo, desde me ter concebido, a ter passado 1 mês aqui comigo).

Ao meu pai, que brigava com alguns machismos dele, que eu tenho como referência de homem carinhoso e pai presente...Lembrança forte dele abraçando a minha mãe, contando piada com a minha avó, e limpando a casa com as músicas italianas...Saudade!

Aos meus amigos que estiveram por aqui todo esse tempo, por quem nos apaixonamos todos, desde a gravidez até os meus momentos de solidão pós parto, fazendo de tudo, da risada à arrumação do quarto...E até aguentando meus surtos de ódio, hehehe...Amigos que estiveram aqui tanto para rir das gracinhas do Pi até lavar lençóis sujos de sangue, para compartilhar indignações e conspirar revoluções...

Ao Seu Tião, que tantas coisas lindas me diz desde a gravidez e que tantas vezes me fez comida quando eu ficava sozinha em casa, louca de fome, tantas vezes segurou o Pi para que eu tivesse descanso; a todos da República do Pesto, essa comunidade linda onde eu moro, que me nutri da melhor comida, do ambiente mais sincero e gostoso, da compreensão e do companheirismo, que por um tempo até me dispensou de fazer limpeza da casa...

Mas a ninguém eu devo tanto quanto ao Capi.
Agradeço a loucura, agradeço ao fato de vc existir, agradeço todos os dias por vc ter tido a maluca ideia de falar de ter filho, agradeço por toda a paciência que vc teve comigo, todas as lágrimas que vc secou(de antes de te conhecer inclusive), toda a sua vontade de ir contra o machismo e contra a maré do mundo, agradeço por você se preocupar comigo de tantas formas, por vc me dar força para quebrar tantas correntes, por sonhar comigo, por ser meu mais delicioso amante, por realizar meus devaneios e por me fazer demolir um milhão de salas de jantar...Você é o pai mais dedicado que eu conheço, um homem sem igual, um homem de verdade. Eu te amo, Capi, e não teria chegado no grau de felicidade de hoje sem vc.

Violentada na maca

Inspirada por uma conversa com um amigo e pelo post que acabo de ler no Blog do Sakamoto, sobre o último dia 25(Dia Latino Americano e Caribenho contra a Violência a Mulher), resolvi escrever sobre uma violência que sofremos e que é pouco falada: a violência médica.

Nosso corpo, pecaminoso perante a Igreja, dito quebrado perante nossa cultura misógina(que não por acaso ama o Freud, que é um exemplo claro de misoginia científica), ganha uma nova dimensão de fragilidade: a medicina o toma e impõe padrões sobre seus ciclos, detecta todos os possíveis(e nem sempre prováveis) problemas e doenças, modela nas cirurgias plásticas, dita, manda, se apropria do conhecimento que nós mulheres deveríamos ter sobre ele, sem nunca nos retornar...

Ginecologistas abrem as nossas bucetas pedindo "licença", como se fosse isso que significasse respeito a nós, como se respeito não fosse nos explicar como é o exame, mostrar o que eles estão colocando dentro de nós e o que tanto procuram por lá. Fecham sem nem nos perguntar se sabemos o que há ali dentro, sem nos explicar o que é o "está tudo OK" que dizem ao fim do exame, e sem nos perguntar se também nós achamos que "está tudo OK". Não nos perguntam de nosso histórico familiar de doenças (e que dirá de nossas práticas sexuais, para saber se precisamos de anticoncepcionais, nossas opções de vida e de alimentação, etc etc etc) nos metem pílulas anticoncepcionais, não nos elucidam sobre seus possíveis danos e seus efeitos colaterais, não nos contam sobre outros métodos anticoncepcionais menos farmacológicos e agressivos. Falta de orgasmo, dificuldades com ele? Prevenção no sexo entre mulheres? Relações afetivas? Não é assunto para o ginecologista!!! Assunto de ginecologista é te perguntar com quantos anos vc teve a primeira relação e dizer "nossa, tão novinha", é te perguntar que método vc usa e ouvir, depois que vc diz "eu quero ter um filho" que "não é hora", é dizer, depois que vc e o pai da criança exigem que ele te acompanhe no exame durante a gravidez e ouvir "quero ver se ele vai fazer questão de entrar quando o bebê estiver chorando", é dizer, durante o exame na grávida, com um riso de canto "vc acha que aguenta a dor de um parto natural?"...

Se vc chegar num ginecologista assustada, depois de uma relação não tão legal, uma forçada de barra de um cara, alguma coisa que vc não queria e não soube como dizer não(porque isso ninguém lembra: quantas vezes nós mulheres sofremos violência e não conseguimos reagir, porque não conseguimos dizer não?), dolorida na buceta e na alma, encontrará um ginecologista que não te diz bom dia, é grosseiro e te manda para casa porque "está tudo OK?". Está tudo OK? Eu chego com os olhos cheios de lágrimas, assustada, com dor, e vc me manda embora com uma cara de poucos amigos, como quem me faz um favor, dizendo "Está tudo OK"?

E aí, um belo dia, vc diz ao médico "estou grávida". Pronto, agora nada está OK...Começa a paranóia..."Eu tento parto normal, mas a gente vê na hora"...Medo do parto? Dor de parto? Formas de parir? Quais as intervenções que rolam? Como eu estou me sentindo? Insegurança? Humor maluco? Será menino ou menina? Tudo isso não é importante, não é assunto de ginecologista. Pode deixar que o ginecologista sabe tudo o que é importante da sua gravidez e do seu corpo, e vai saber exatamente o que fazer, vc, mulher, não precisa pensar. E aí, se ele não tiver encontrado cordão enrolado em qualquer grau, bebÊ sentado, diabetes gestacional, e mais um milhão de desculpas para marcar uma cesárea*, a mulher entrará em trabalho de parto! Sentirá uma contração dolorida, talvez alterações de humor, um desconforto gastro-intestinal fortíssimo, ai, chegou a hora...Todos os medos e todos os horrores que vc ouviu sobre parto a vida toda são ativados na cabeça da mulher: "parto é a pior dor que existe", "fulana teve parto normal e aconteceu isso, isso e isso", "a vagina rasga", "o marido que vê a mulher parindo deixa de a ver como 'mulher'"...Ela vai para o hospital, no primeiro sinal(e muitas vezes,nem é trabalho de parto, é pródromo** - mas ela não sabe nem que isso existe!). É colocada numa cadeira de rodas(sendo que ela pode andar, e até lhe faria bem...Ficar sentada nas contrações beira o insuportável de dor), dá tchau para seu companheiro/mãe/amiga ou qualquer pessoa de sua confiança(o que é direito da mulher, ter um acompanhante de livre escolha, mas não é respeitado em quase hospital nenhum - e isso não é frescura, existe uma vasta literatura científica atestando o quanto isso facilita o parto), se despe de sua roupa e seus acessórios e é obrigada a vestir camisolões feios e impessoais...Fazem lavagem intestinal(metem um aparelho lá para tirar todo o cocô, sem lhe perguntar se ela quer fazer isso, sem esperar que seu próprio corpo faça, ignorando seu constrangimento e anos de educação anti-escatológica), raspam seus pêlos(sem te perguntar), e ela então é colocada numa sala em que não pode gritar(e como é bom gritar nas contrações...), às vezes com outras mulheres em trabalho de parto, sem saber direito o que está acontecendo, assustada e sozinha, deitada quase sempre de barriga para cima(toda grávida sabe. todo ginecologista indica: não deite de barriga para cima na gravidez, porque isso prejudica a circulação de oxigênio para o útero, além de ser hiper desconfortável)...De tempos em tempos, vem uma enfermeira meter o dedo em sua buceta pedindo "licença" - ai, como eu odeio essa história de pedir licença! - para ver sua dilatação, que a mulher muitas vezes nem sabe onde é(eu achava, antes de me informar, que era a vagina que alargava, e não, é o colo!!)...Depois de um certo tempo, metem o "sorinho", com um hormônio artificial chamado ocitocina (a ocitocina natural é produzida no corpo durante a relação sexual, quando vemos alguém que amamos muito, quando amamentamos e adivinha? No parto!!! Ela é a responsável pelas contrações e dilatação do colo do útero. É daí que muitos médicos dizem que vem a ideia de que a mulher pode sim gozar no parto; mas essa versão artificial aumenta muitíssimo a dor, além de aumentar os riscos de ruptura uterina; a ocitocina artificial só deve ser administrada em casos em que é indicada a indução de parto), e aí, bom, a coisa pega...a mulher sozinha, não pode gritar, com uma dor insuportável, amarrada - nervosa, níveis altos de adrenalina antes da hora - o medo no parto aumenta as chances de sofrimento fetal(desaceleração grande dos batimentos cardíacos do feto - indicação de cesárea absoluta), mecônio(quando o bebê faz cocô no útero), além de fazer a musculatura(e advinha, o colo do útero é musculatura!!) contrair loucamente...Sabe a história do relaxa senão não encaixa? E aí, aquela história, bebê não encaixa, metem um fórceps, puxam o bebê pela cabeça(e vai diretinho para a UTI) e arrebentam toda a buceta da mulher!! Vai sair o bebê? Apesar da humanidade estar aqui há tanto tempo, eles ainda acham que a vagina não estica para ter o bebê e metem um corte na vagina, chamado episiotomia, uma mutilação da musculatura do períneo, que causa dores, dificuldade de cicratização, e o pior, perda de prazer sexual...

Aí, saído o bebê, cortam o cordão rapidíssimo, a criança nem tem tempo de aprender a respirar, chacoalham, limpam com panos, mostram para a mãe e somem com a criança...No momento que poderia ser o mais mágico da vida dela, a ocitocina num pico como ela nunca vai sentir em outro momento, levam o novo ser, por quem ela poderia se apaixonar na hora, se perde...E aí, lá vem um vazio, uma tristeza, um buraco...

O parto "normal" da forma como é feito hoje é um estupro, com sequelas terríveis e inimagináveis.

E aí, quando a mulher volta ao ginecologista, 40 dias depois, ela vai relatar o quanto é infeliz por ser mulher.

A humanização da saúde é uma necessidade urgente - principalmente para nós mulheres.

Hoje, depois de ter tido um parto bem assistido, com meses de preparação, estudo, reflexão e transformação, e com uma ginecologista que realmente me respeita para além de pedir "licença", eu vejo o quanto fui violentada nesses meus 10 anos indo a ginecologistas babacas e desinteressados.

Até!

Para saber mais:

Parto Normal ou Cesárea - o que toda mulher deveria saber (e todo homem também) - Ana Cristina Duarte e Simone Grillo Diniz

Pesquisas no Google: "Medicina Baseada em Evidências" ; "Parto Huamnizado".

Documentários: "O Parto Orgástico"(Orgasmic Birth): http://www.youtube.com/watch?v=zG_6IVmXvr0&has_verified=1
"Nascendo no Brasil" - Desculpem, não tenho referências aqui...

Obs: 74% dos partos nos hospitais públicos são feitos sem anestesia no Brasil. Anestesia é um direito da mulher; deve ser uma opção dada a ela, elucidando todos os riscos e deixando seu corpo fluir, induzindo o parto apenas nos casos necessários. Mas o ideal é que haja uma preparação da mulher para o momento do parto, diminuindo consideravelmente a necessidade de anestesia.


* quasse nada justifica cesárea marcada. O ideal é que a mulher seja informada dos riscos de cada procedimento e escolha junto com o médico o que fazer (nos casos de indicação relativa de cesárea) e aí espere pelo trabalho de parto, a não ser em casos rarississíssimos em que a mulher não pode entrar em trabalho de parto - mas isso não chega nem a 1%, com certeza!!

** quando o corpo tem muitas contrações doloridas até, mas não ritmadas e não efetivas(não dilatam o colo do útero). Isso é um tipo de ensaio do corpo para o parto. Muitas mulheres confundem isso com trabalho de parto, devido a pouca informação, vão para o hospital e aí o médico começa com "não tem dilatação", e começa a induzir trabalho de parto...E muitas vezes, não rola, e a mulher acaba na faca! Eu tive, e comentei o meu pródromo no post "Enlouqueci".

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sobre a obrigação de amamentar

Resposta a esse post aqui do Mamíferas:
http://www.blogmamiferas.com.br/2010/11/amamentar-direito-ou-dever.html#comment-2329

Olá Tata!!
Primeiramente, eu concordo com você, quando diz que amamentar é um dever da mãe…
Mas antes, faço algumas ressalvas no que diz respeito a pseudo liberdade de escolha que temos nós mulheres sobre a maternidade:
1 – Antes de mais nada, nós não temos uma educação voltada para o auto-conhecimento, e assim, a escolha a maternidade. Com isso,na prática, nós não conhecemos nosso corpo. Aulas de biologia na sexta série mostrando figuras de útero não sao auto-conhecimento!!! Uma educação sexual voltada para o toque, a masturbação, a percepçãp própria do corpo, a observação, o prazer e aí sim, a livre decisão de ter ou não filhos ainda não existe. Sexo é tratado, na escola e na família, como tabu e problema propagador de doenças(nela, a gravidez também é vista como doença) que se lida na adolescência – inclusive ignorando a sexualidade na infância, que é um grande erro e um problema no auto-conhecimento posterior…
E eu digo isso com conhecimento de causa, já vi criança de 10 anos na escola me perguntando porque põe camisinha na banana quando vai fazer sexo!!!
2 – Também temos uma educação machista demais, que nos faz ceder demais; e por mais que as mães e pais e educadoras e que a sociedade verbalize que nós devemos nos afirmar e não deixar os homens transarem conosco sem camisinha, blá blá blá, no exemplo e nos contos de fadas, somos educadas a acreditar que ficaremos velhas chatas e mal amadas se ficarmos sozinhas, educação essa que faz com que nós tenhamos pavor da solidão, e aceitemos tanta coisa….Inclusive abusos dos mais variados tipos. Sem contar a educação dos homens, que faz com que eles se achem os donos do mundo e não nos respeitem nem um pouco, além de sempre jogar para cima de nós toda a carga de ter um filho.
3 – O acesso aos meios contraceptivos é ainda um problema de saúde pública. Além de todo o problema de saúde pública que afeta inevitavelmente a ginecologia, também há o problema de médicos cavalos, nada humanizados, que não nos escutam(tanto na rede pública quanto na particular) e nem olham com cuidado qual método é melhor para cada mulher, além de ignorar suas queixas e questões psicológicas intrínsecas do sexo. Eu acabo de descobrir, indo colocar meu DIU, que meu antigo ginecologista foi um irresponsável de me dar 4 tipos diferentes de pílulas com o histórico familiar de doenças vasculares que tenho.
4 – Bom, métodos contraceptivos falham…Sem legalização do aborto, ou no mínimo sua descriminalização, é IMPOSSÍVEL falar em maternidade como opção da mulher! As igrejas deveriam calar suas bocas e ficar nos seus templos, ao invés de levar isso para bancadas políticas. O Estado não deveria tomar partido de religião nenhuma, já que ele se diz laico! Liberdade sexual implica em domínio do próprio corpo, e filho não deveria ser castigo para mulheres sexualmente livres…
5 – Sem uma estrutura social que libere o casal para a maternidade e paternidade, a questão é complicadíssima…Como condenar uma mulher que não amamenta se ela até tem licença maternidade de 6 meses, mas é obrigada a dar conta de uma casa inteira sozinha, do cuidado com outros filhos, da pressão social para que ela seja “produtiva” para o Capital e tendo ainda que lidar com um marido inútil que não tira nem o prato dele da mesa(voltando a educação machista)? Nossas avós tinham uma rede de mulheres em torno para ajudar com tudo quando o bebê nascia, e nós cada dia mais estamos sozinhas…Não digo de voltar às antigas, e sim de reivindicar uma licença paternidade decente já! Só para começar…Eu optei por amamentar e estou chegando aos 6 meses de Pietro mamando exclusivamente, pretendo amamentar até os dois anos no mínimo, mas eu tenho apoio para não me preocupar com grana, praticamente nao me preocupar com a casa por viver numa comunidade, tenho um companheiro paterníssimo e hiper compreensivo inclusive com meu cansaço e com toda a questão psicológica que envolve a matermidade…Mas e as mulheres que sao deixadas pelos maridos? E as que tem que trabalhar para sobreviver porque não tem quem o faça por elas? E as mulheres hiper pressionadas pelo machismo dos comentários de que são fracas e de que não conseguem amamentar? E a pressão por seguir padrões de beleza, e a nossa cabeça com a ditadura dos peitos duros?

Por fim, digo que a amamentação não é um direito só do bebê – é um direito da mãe também!! Para que ela desfrute não só do bem para sua saúde que faz amamentar, mas também do tesão enorme que é! Eu digo mesmo, eu ADORO amamentar, mesmo ficando cansada, eu me sinto realizada e saciada inclusive sexualmente. E acho que esse mundo que faz disso uma dor e uma obrigação chata é um mundo machista e preocupado com o lucro de homens brancos capitalistas, isso sim!

Faço questão de dizer para todo mundo que amamentar é maravilhoso…
Sem contar o poder de ver nossos filhos crescendo e se desenvolvendo unica e exclusivamente com o nosso corpo…Ai, é demais!